quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Campanha de Natal - Ajuda de Berço

A Chicco volta a apoiar e a garantir ajuda total quanto às necessidades de puericultura da Ajuda de Berço durante 2015! E este Natal convida-nos a participar nesta causa de uma forma muito simples! 
Como?
Basta irem ao site chicconatal.com pedir o vosso vale de 15% de desconto para estas compras de Natal. Ao usarem este vale estão a contribuir com 1€ para a Ajuda de Berço!
Os vales podem ser utilizados em todas as lojas Chicco (excepto outlets e loja online), entre 27 de Novembro e 24 de Dezembro.
É muito fácil associarmo-nos a esta causa e as crianças merecem TUDO!


Christmas Gifts

Ainda na onda dos presentes de Natal para mães com pinta, deixo-vos mais uma sugestão de um presente que costumo oferecer à minha mãe já há alguns anos - um coffret de Natal RoC. Já são um clássico nesta altura do ano e é o presente ideal para todas as mulheres que querem sentir-se bonitas, independentemente da idade.
Acho os coffrets de Natal RoC um presente muito giro não só pelos produtos - que qualquer mulher gosta de receber - mas também pelas caixinhas de tecido decorativas (em quatro cores diferentes). Dá vontade de ter uma de cada!

Este Natal a marca disponibiliza seis coffrets a pensar nas necessidades específicas da pele de cada mulher e no combate aos sinais de envelhecimento. Cada um é composto por dois produtos - um dos quais é oferta!

E este ano para um Natal ainda mais repleto de magia, a RoC permite personalizar e partilhar os mais belos postais de Natal com as mulheres da nossa vida. 
Basta vir aqui e partilhá-los com quem mais gostamos!

*Post escrito em parceria com a ROC

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Mothers Must have - Clash fragrances

Depois de mil amigas me falarem nesta loja, hoje tive de ir conhecer a Clash, no Amoreiras Shopping Center (piso1). E de facto é tudo o que dizem.
A Clash é uma marca londrina, que trabalha com alguns dos maiores perfumistas do mundo para desenvolver fragrâncias exclusivas! 
É um conceito de ‘perfumaria boutique’, com uma imagem clean e chic, um atendimento fantástico e as fragrâncias maravilhosas. A linha tem neste momento 35 perfumes (20 de senhora e 15 de homem), 5 velas (de aromas diferentes dos perfumes) e 3 aromas de gel de banho.
E o melhor de tudo: os preços muito acessíveis!
Já vos mostro os meus preferidos.
Basicamente é a loja perfeita para presentes de Natal com pinta. 








Dá para criar um coffret com diferentes produtos
Escolhi para mim:
Perfume - BB Chic
Vela - Fig Tree Shade
Gel de Banho - Grapefruit Island

Já conheciam?

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Mães com pinta - Ana Garcia Martins

Muitos conhecem pelo nome A Pipoca Mais DoceAna Garcia Martins34 anos, é A blogger portuguesa. Ex-jornalista e empresária de sucesso é a autora de um dos mais conhecidos blogs em Portugal e dos livros "A pipoca mais doce", "Quem deu um Pum?" e O Problema Não És Tu, Sou Eu! Ufa! 
Mas é como mãe que dá esta entrevista sincera, sem tábus e pautada pelo humor, como não podia deixar de ser. Super simpática, giraça e cheia de pinta Ana é mãe de Mateus de 17 meses. Uma mãe como tantas nós - com filho, casa para cuidar e vários projetos profissionais - que gere o seu tempo de forma inspiradora.
Aqui partilha como descobriu que estava grávida, como vive a maternidade, o que mudou, as coisas boas e más, a sua rotina com o Mateus, como gosta de o vestir e como deseja que o próximo filho seja uma menina.
Imperdível!


Nome do filho e idade:
Mateus. 17 meses na idade das mães, quase um ano e meio para o resto do mundo

Como foi quando descobriste que estavas grávida? 
Estava sozinha quando fiz o teste e como não apareceu nenhum tracinho, achei que tinha feito aquilo mal e deitei-o fora. Ao fim de umas horas, achei que era melhor confirmar e fui ao caixote do lixo atrás do teste. Peguei-lhe e lá estavam os dois tracinhos vermelhos que iriam mudar a minha vida. Ainda assim, não confiei e fui à farmácia comprar outro teste. Voltou a dar positivo, por isso percebi que não havia volta a dar, estava mesmo grávida. A minha reacção foi um misto de “ahhh, que bom, vem aí um bebé!” com “oh, meu Deus, vem aí um bebé, e agora?”. Não aguentei guardar aquilo só para mim e liguei logo ao meu marido a contar.

E a escolha do nome como foi? 
Sempre disse que se tivesse um filho se chamaria Manuel, mas quando soube que estava à espera de um menino essa ideia passou-me logo. Tinha várias amigas a disputarem o nome, por isso preferi escolher um que fosse menos comum. Assim que decidi que era Mateus já não houve volta a dar. Ainda por cima, quando estava grávida foi eleito o Papa Francisco, que escolheu como lema uma passagem do Evangelho de São Mateus. Pareceu-me um sinal divino. Pelo meu marido teria ficado Manuel, mas eu bati-me por Mateus e sempre achei que o nome lhe assentava perfeitamente. Se tivermos outro filho fica ele encarregue da escolha do nome. Bem, mais ou menos, se lhe der para escolher qualquer coisa muito exótica lá terei de recorrer à minha lista de nomes preferidos.

Parto normal ou cesariana? 
Como a minha tolerância à dor é mais ou menos próxima de zero, acho que sempre preferi que fosse uma cesariana, mas não manifestava esse desejo em voz alta nem sequer pensava muito nisso. Sempre disse que seria como o Mateus quisesse, se tivesse de ser parto natural, seria. Mas o Mateus quis que fosse uma cesariana. Sentou-se aos quatro meses e ficou assim até ao final. Quando as águas me rebentaram às 34 semanas e fui para a maternidade, confirmaram que era uma gravidez pélvica e teve mesmo de ser cesariana, não havia outra hipótese.

Estiveste sempre elegante durante a gravidez. Que cuidados tiveste? 
Não estive sempre elegante. Engordei 14 quilos e teria ido facilmente aos 20 se o Mateus não tivesse nascido prematuro. Sinceramente, não tive grandes cuidados, basicamente comia o que me apetecia. Sabia que eram só nove meses e não ia stressar com o meu peso nem com a minha imagem. Claro que se estivesse a engordar excessivamente teria tido outras preocupações, mas como estava a ser controlada pela minha médica e estava dentro dos parâmetros considerados aceitáveis, vivi a gravidez da forma mais natural possível. Mas, numa futura gravidez, acho que vou tentar ter mais atenção e fazer exercício monitorizado. Quanto a produtos, usei apenas a linha de grávidas da Mustela e o creme gordo da Barral, para prevenir estrias.



E quais as peças que na tua opinião todas as grávidas devem ter no armário?
Tive sorte de ser uma grávida de Verão, por isso não tive de fazer grandes ajustes no meu roupeiro. Basicamente, comprei dois ou três calções de ganga alguns tamanhos acima do meu e usava-os com t-shirts ou partes de cima mais largas. Mas há algumas peças que acho essenciais, como jeans ou calças com cinta própria, e as famosas leggings, as melhores amigas das grávidas.

Amamentaste? Foi um processo fácil ou doloroso? 
Nunca tive o sonho de amamentar, por isso já estava mais ou menos decidida a não o fazer. Mas quando o Mateus nasceu resolvi tentar. Foi uma tentativa um bocadinho inglória, porque ele era muito pequenino, cansava-se facilmente e não mamava nada. Como era prematuro e não podia perder mais peso (nasceu com 2100g), ao fim de poucos minutos teve logo de beber leite adaptado. A subida do leite foi um terror, achei que ia explodir, custou-me mais do que a cesariana. Enquanto estive na maternidade continuei a tentar dar de mamar, intercalando com o biberão e sempre muito preocupada com o peso do Mateus, porque se baixasse dos dois quilos não podia ter alta. A ideia de ir para casa, não ter apoio na amamentação e ter medo que ele perdesse peso e tivesse de voltar para o hospital, fez-me optar por lhe dar apenas biberão. Não estou arrependida, sinto que tomei a melhor opção para os dois. O Mateus sempre foi um miúdo saudável e eu sinto que fui uma mãe um bocadinho mais descontraída naqueles primeiros tempos por ter posto essa preocupação de lado. Claro que isto deu origem a muitas opiniões extremadas de outras mães, sobretudo no blog, porque, basicamente, sou o anti-Cristo das mães. Fiz uma cesariana e não dei de mamar o que, aparentemente, é logo meio caminho andado para levar com o rótulo de péssima mãe. Acho sempre divertidas as opiniões fundamentalistas.

E no pós-parto que cuidados tiveste ou recomendas? 
Nenhum em especial. Quando recuperei da cesariana, e findo o período recomendado pela minha médica, voltei ao ginásio e às minhas corridas, mas tudo com muita calma, sem excessos e de forma gradual. Ao fim de oito meses senti necessidade de treinar de forma mais personalizada e recorri aos serviços de um PT. Passamos tanto tempo centradas no bebé que acho importante que voltemos a cuidar de nós e da nossa imagem, mas sem grandes pressões ou exigências. O nosso corpo muda, a nossa disponibilidade também, por isso temos de tentar fazer o melhor que conseguirmos. Lembro-me de ir ao cabeleireiro umas três semanas depois de o Mateus ter nascido e sentir que aquela hora só para mim era como se me tivesse saído o Euromilhões.

Como é a Ana Garcia Martins no papel de mãe? 
Descontraída e com sentido de humor, ansiosa, preocupada, rigorosa.... Fui muito descontraída na gravidez e acho que continuo a sê-lo como mãe, para além de levar sempre tudo com muito sentido de humor. Sou exigente, imponho regras e rotinas, mas também não é nenhum drama se, de vez em quando, as coisas fugirem um bocadinho ao programado. Não começo a hiperventilar se o Mateus tiver de comer uma refeição de boião em vez da sopa fresca, ou se for para a cama uma hora mais tarde, ou se chegarmos tarde a casa e ele for directo para a cama sem passar pelo banho. Basicamente, tento facilitar-nos a vida ao máximo, para que também desfrutemos das coisas boas e para que a maternidade não seja só um conjunto de imposições que enlouquecem a família inteira. Por outro lado, sou um bocadinho mais neurótica com questões de segurança, estou sempre com medo que ele caia, que se atire da cama, que bata com a cabeça numa mesa. Nisso o meu marido é mais relaxado, acha sempre que vai correr tudo pelo melhor. Tento não ser hiperprotectora, mas na minha cabeça estou sempre a antecipar todos os potenciais perigos. Eu sou mais profiláctica, sou uma grande adepta do “mais vale prevenir do que remediar”, por isso prefiro desviar o Mateus daquilo que acho que pode dar asneira em vez de ficar a assistir passivamente e a confiar na sorte.



Sentes que mudaste de alguma forma?
Sem dúvida que a maternidade nos muda. Era uma pessoa muito centrada em mim e nas minhas coisas, não gostava que interferissem com meus hábitos e horários, mas com um filho passamos, inevitavelmente, para segundo plano. A prioridade é o Mateus e as suas necessidades. Já não há aquela coisa de chegar a casa e jantar cereais no sofá. Agora é preciso fazer jantar, dar banho, vestir pijama, pôr a dormir, e ainda arranjar tempo para brincar e dar mimos. Passamos a viver em função de outra pessoa, tornamo-nos muito mais altruístas, mas isso é uma coisa boa. Depois, claro, há este amor que se descobre e que nunca na vida se sonhou que pudesse ser assim, tão enorme e tão fantástico. Talvez por nunca ter tido propriamente o sonho da maternidade, nunca pensei que pudesse gostar tanto de ser mãe. É um senso comum, mas não trocava a minha vida antiga pela que tenho agora.

És uma mãe que trabalha (muito), que tem vida social, que pratica desporto e que está sempre impecável. Como concilias os papeis de mãe, mulher, dona de casa e profissional? Qual o segredo para otimizar o tempo? 
Costumo dizer que para as mães o tempo é como uma manta demasiado curta. Se tapamos a cabeça ficam os pés de fora, e vice-versa. Ou seja, há sempre alguma coisa que fica por fazer ou que não é tão bem feita como poderia porque, simplesmente, não há tempo para tudo. Apesar de tentar gerir o meu tempo de forma a conseguir fazer o máximo de coisas, sinto sempre que estou a deixar algo para trás. Se passo mais tempo com o Mateus o trabalho acumula-se no computador, se estou mais tempo no computador fica a casa por arrumar, se vou ao ginásio penso que podia ter ido ao supermercado, e assim sucessivamente. O sentimento de culpa é algo que acompanha sempre as mães, por isso temos de aprender a viver com ele e não entrar em paranóia. A perfeição não existe, mas se soubermos que fizemos o melhor que pudemos, então está tudo bem. Mas, claro, tem de haver uma boa organização e gestão do tempo para que consigamos encaixar tudo o que queremos fazer. A mim ajuda-me ter uma agenda onde planeio tudo, até as horas para ir correr ou ir ao ginásio. Mas acho que o grande segredo é querer. Se realmente quisermos fazer as coisas, arranjamos maneira de o conseguir.

Como é o teu dia-a-dia com o Mateus? E qual o programa que mais gostam de fazer em família?
Geralmente é o meu marido que trata dele de manhã e o leva a casa dos meus pais. Eu vou buscá-lo ao fim da tarde e faço a rotina do jantar-banho-dormir. Tento tirar um dia da semana para o Mateus ficar comigo em casa e lhe poder dedicar tempo de qualidade. Jogamos à bola, lemos histórias, vamos dar uma volta, vemos televisão, estrafego-o com beijos e abraços, o normal. Como ele está naquela fase em que só está bem a fazer asneiras, procuro actividades para fazermos fora de casa, para que se distraia mais e para que também vá começando a adquirir alguns hábitos culturais e de socialização. Incluímos facilmente o Mateus nas nossas rotinas e programas, já viajámos com ele várias vezes, somos muito descomplicados. Se achamos que ele deve ir connosco a algum lado e que faz sentido levamo-lo, outras vezes vamos sozinhos, e outras preferimos ficar em casa a estragá-lo com mimos.



O que fazes quando te queres desligar um bocadinho da vida corrida de mãe? 
Sempre disse que não queria que a maternidade me anulasse por completo. Adoro ser mãe, é a coisa mais importante da minha vida, mas há outras coisas que são igualmente importantes para o meu equilíbrio. Seja tirar uma hora para ir correr, ir ao cabeleireiro ou passar um fim-de-semana só com o meu marido. Tento gerir o tempo de forma a incluir todas as minhas actividades no horário em que o Mateus está em casa dos avós, mas se for preciso também peço ao meu marido para ficar com ele enquanto eu vou ao ginásio ou jantar com amigas. As coisas fluem de forma muito natural cá por casa, nunca encarámos a paternidade com um drama ou uma limitação intransponível. Vamos levando as coisas, um dia de cada vez. E, claro, também ajuda ter avós por perto que se disponibilizam para ficar com o Mateus sempre que precisamos.

Como gostas de vestir o Mateus? Achas que o vestes no seguimento do teu estilo ou para ele procuras um estilo diferente?
Quando ele era mais bebé gostava de o ver com fofos e golas, mas agora acho que já está muito crescido para isso. Durante a semana, como vai para casa dos avós e passa o dia a brincar e a rebolar pelo chão, visto-lhe coisas mais práticas, tipo sweats, calças de fato de treino e ténis. Não é muito glamouroso, mas quero é que ele se sinta confortável e possa andar à vontade. Aos fins-de-semana ou quando vamos a algum lado, gosto de o ver mais compostinho. Mas tanto pode ir mais clássico, de camisa, pullover e carneiras, como mais edgy, com calças de ganga, botas UGG e camisolões de malha.

Para ti qual a peça must-have no armário de um rapaz? 
Adoro jardineiras, acho que os miúdos ficam amorosos. O Mateus tem uma data delas. As de ganga são sempre um clássico, mas gosto muito das da Oshkosh às riscas azuis ou vermelhas. Também gosto muito de túnicas com capuz, sobretudo no Verão. Para o Inverno, acho indispensável um sobretudo tipo canadiana, que dá para adaptar a uma data de estilos.



Onde compras normalmente as roupas dele, alguma marca predominante no armário? 
Contrariamente ao que eu achava, há muitas coisas giras para menino e desgraço-me frequentemente. Compro quase tudo na GAP, na Chicco, na Zara, na Lanidor, na Benetton ou na Zippy. Depois também há marcas de que gosto muito e nas quais compro algumas peças para eventos mais específicos, como a DOT, a Petit Bateau, a Laranjinha, a Knot, Os Patinhos ou a MiM. As coisas mais básicas e que deixam de servir num instante, tipo bodies ou babygrows para dormir, compro em lojas mais baratas, como a Primark ou a H&M. Nesta fase sou incapaz de dar muito dinheiro por peças de roupa para ele, porque sei que as vai usar muito pouco tempo. Mais vale esperar pela fase que ele me vai ameaçar que foge de casa se não lhe comprar uns ténis da marca X ou Y :)

O quarto do Mateus, foste tu que decoraste? Escolheste o tradicional azul e branco ou arriscaste na decoração? 
Tive a ajuda de uma decoradora, mas fui muito tradicional na decoração do quarto: papel de parede azul claro e branco, às riscas e às bolinhas, com um friso branco. O mobiliário também é todo branco, e depois tenho alguns apontamentos azuis, como as estrelas das cortinas, o tapete ou o puff. Não gosto de ver os quartos demasiado cheios nem com muita bonecada, o que é um bocadinho difícil de conseguir à medida que ele vai crescendo e acumulando tralha. É um quarto simples mas que tem alguns detalhes de que gosto muito, como alguns quadros que lhe ofereceram, uma faixa com o nome dele ou um anjinho da guarda.





Colégio antes dos 2/3 anos. Sim ou não? 
Eu tive a imensa sorte de o poder deixar com os meus pais, é um privilégio e um descanso que não tem preço. A ideia é que fique por lá até aos três anos, ou, pelo menos, até os meus pais terem paciência e saúde! Ainda pensámos na hipótese de ter o Mateus em casa com uma ama, mas concluímos que ninguém cuida melhor dele do que os avós. E ele adora ir para lá todos os dias.

Para as mães que estão na fase da escolha da escola: O que achas importante e vais dar prioridade quando começares a procurar do colégio/escola? 
Já comecei a pensar nisso, porque sei que há escolas em que as inscrições têm de ser feitas com muita antecedência. Não ponho de parte a hipótese de pôr o Mateus numa escola pública. Acho que hoje em dia há um preconceito muito grande com o ensino público, mas eu andei em instituições públicas do infantário até à universidade e não tenho a menor razão de queixa. Toda a gente diz que as coisas agora são diferentes, para pior, mas primeiro quero ver a oferta disponível e só decidirei com base nisso. Mas, independentemente de ser uma escola pública ou privada, há alguns factores que terão de ser levados em conta, como a proximidade de casa (se der para ir a pé melhor ainda), o tipo de educação e ensino que promove, o corpo técnico ou as instalações. E, claro, ouvir as opiniões de outras pessoas, nestas coisas acho importante ouvir as experiências alheias.

Vemos sempre alguma coisa nossa nos filhos. No que mais te reves no Mateus? 
É muito pequenino, ainda não lhe consigo encontrar traços de personalidade muito consistentes. Fisicamente toda a gente diz que é igual ao pai. É um miúdo alegre, quase sempre de bem com a vida, de sorriso e contacto fáceis, mas que também já faz as suas birras e tem mini ataques de nervos quando é contrariado. É teimosinho e gosta de esticar a corda. Talvez seja essa a maior parecença com a mãe. 

Diz-me 3 valores que consideres fundamental passar na educação do teu filho. E o que mais desejas para ele. 
Como todas as mães, desejo que ele seja feliz com as escolhas que fizer, desde que sejam honestas. Essencialmente, quero que seja uma pessoa íntegra, trabalhadora e determinada. Quero que perceba que a vida não é fácil, que as coisas não caem do céu e que temos de lutar por elas, mas sempre de forma honesta e sem passar por cima de ninguém. Também quero que seja uma pessoa cordial, justa, educada e amiga do seu amigo. Sem dúvida que será sempre educado nesse sentido.

Já pensas num segundo filho? Preferias rapaz ou rapariga? 
Sempre quis ter uma menina, mas assim que me habituei à ideia de que ia ter um rapaz nunca mais pensei no assunto. Quando um filho nasce - e mesmo antes disso - gostamos tanto dele que nos é completamente indiferente que seja menino ou menina. Gostamos é daquele, por ser nosso, seja gordo ou magrinho, seja careca ou cabeludo. Se tiver um segundo filho prefiro que seja menina, para ser diferente e porque tenho muito património de malas e sapatos para partilhar, mas já sei se que for menino vou ficar igualmente feliz. Aquela coisa que nos dizem e com a qual brincamos, do “é preciso é que nasça com saúde”, é mesmo verdade. Essa é a única coisa que realmente importa.

O que todas as mães sabem, mas não contam (e nós só descobrimos depois)? 
Pela parte que me toca, acho que não escondo nada. Conto as coisas boas da maternidade, mas também conto as más. Tipo, a privação do sono, que para mim é o pior. Há mães que optam por só contar o bom, há outras que, vá-se lá saber porquê, preferem só contar o mau. Mas há coisas que são verdadeiramente inexplicáveis, como o amor que sentimos pelos nossos filhos. Só mesmo as mães é que sabem.

Obrigada Ana!

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